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Artrite reumatoide

Conheça mais informações sobre a artrite reumatoide. Navegue nos itens abaixo para saber mais sobre a doença.

ARTRITE REUMATOIDE (AR) é uma doença inflamatória, crônica, autoimune, não transmissível e debilitante, que afeta cerca de 23,7 milhões de pessoas em todo mundo.1-3

Nas pessoas com AR, o sistema imunológico ataca os tecidos das articulações, causando inflamação, dor, inchaço, rigidez, perda da função e incapacidade.1,2

A AR começa, mais frequentemente, entre as idades de 30 a 50 anos, entretanto pode começar em qualquer idade, após os 18 anos.A AR afeta três vezes mais mulheres que homens.5

A fisiopatologia complexa da AR leva a hiperplasia sinovial, dano da cartilagem e erosão óssea, usualmente afetando até 80% dos pacientes no primeiro ano de diagnóstico.6

Se não forem tratadas, eventualmente as inflamações podem gerar erosão óssea e deformidade nas articulações.2,4,6

A AR afeta o tecido das articulações (juntas), causando inflamação, dor e inchaço que pode levar à erosão dos ossos e à deformidade da articulação.1

Os sintomas mais frequentes incluem:7

  • Rigidez das articulações durante as manhãs
  • Dor nas articulações
  • Perda de movimento / mobilidade
  • Cansaço/fadiga
  • Inchaço, calor e vermelhidão na região das articulações

Um caso típico de AR começa sorrateiramente, com desenvolvimento lento e gradual dos sinais e sintomas por semanas a meses.8

Frequentemente o paciente percebe rigidez em uma ou mais articulações, em geral acompanhada de dor à movimentação e dor articular.8

O número de articulações envolvidas é varíavel, mas quase sempre o processo é poliarticular, envolvendo 5 ou mais articulações.8

AR ocorre de forma simétrica, o que significa que se uma articulação de um lado do corpo é afetada, a articulação correspondente do outro lado do corpo também é afetada. No início da doença, a simetria pode não estar ainda estabelecida, o que pode dificultar o diagnóstico da doença.8

Cerca de 40% das pessoas com AR também apresentam sinais e sintomas em outros órgãos e não só nas articulações, tais como:1,4

  • Pele
  • Olhos
  • Pulmões
  • Coração
  • Rins
  • Glândulas salivares
  • Tecido nervoso
  • Medula óssea
  • Vasos sanguíneos

COMORBIDADES DA AR
Pessoas que vivem com AR podem apresentar uma maior incidência de comorbidades, tais como: 9,10

  • Doenças Cardiovasculares10
  • Certos tipos de câncer 9,10
  • Osteoporose 9,10
  • Depressão10

Os reumatologistas são os profissionais de saúde especializados no diagnóstico e tratamento da artrite reumatoide.11

As doenças reumáticas têm uma natureza complexa e podem ser difíceis de diagnosticar. Portanto, ao apresentar os sintomas da AR, é importante marcar consulta médica para avaliação e diagnóstico, para determinar o melhor curso de tratamento.12

Ser diagnosticado com uma doença crônica muda a vida da pessoa. Pode causar preocupação e, em alguns casos, sentimentos de isolamento ou depressão.2 Contudo, depois de consultar um especialista, algumas destas medidas podem ajudar as pessoas a controlarem os sinais e sintomas da doença:

EXERCÍCIOS FÍSICOS
Exercícios suaves podem ajudar a fortalecer os músculos e combater a fadiga, mas pode ser melhor diminuir a intensidade dos exercícios na fase de atividade da doença.13

COMPRESSAS
O calor pode ajudar a aliviar a dor e relaxar a tensão.13

MEDITAÇÃO ORIENTADA
Técnicas como meditação sob orientação profissional e relaxamento muscular podem ajudar a controlar a dor.13

CONVIVENDO COM A ARTRITE REUMATOIDE
A dor e a incapacidade física associadas à AR podem afetar a vida profissional e familiar do paciente, podendo causar depressão, ansiedade, isolamento e baixa auto-estima.13 Veja abaixo algumas ações que podem ajudar o paciente a conviver com a AR:
 

  • COMPARTILHAR sentimentos, sensações físicas e psicológicas com amigos e familiares para que possam apoiar o paciente a conviver com a doença.13
  • CONECTAR-SE a outras pessoas que também tenham AR, através de comunidades presenciais e online.13
  • DESCANSAR quando se sentir cansado, para ajudar a minimizar o risco de dano articular.13

ESTABELECENDO METAS

Apesar da AR não ter cura, é possível alcançar um estado em que os sinais e sintomas estejam controlados e não impactem negativamente as atividades diárias.1,2

Remissão é definida pela ausência de sinais e sintomas significativos de inflamação, com ou sem tratamentos adicionais. Remissão sustentada é geralmente definida como aquela que perdura por 6 meses ou mais.14 

Quando tratada em estágio inicial, as taxas de remissão de AR podem ultrapassar os 60%.15

Os reumatologistas podem realizar vários testes, incluindo exame físico e exames laboratoriais, para determinar o nível de atividade da doença, os quais podem indicar se o paciente está em remissão.16-18

REFERÊNCIAS:

1. Mayo Clinic. Rheumatoid Arthritis. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/rheumatoid-arthritis/symptoms-causes/syc-20353648. Acessado em 6 de outubro de 2020.

2. American College of Rheumatology. Rheumatoid Arthritis. Disponível em: http://www.rheumatology.org/I-Am-A/Patient-Caregiver/Diseases-Conditions/Rheumatoid-Arthritis. Acessado em 6 de outubro de 2020.

3. World Health Organization. The Global Burden of Disease, 2004 Update. Disponível em: https://www.who.int/healthinfo/global_burden_disease/GBD_report_2004update_full.pdf?ua=1.Acessado em 6 de outubro de 2020.

4. Arthritis Foundation. What is Rheumatoid Arthritis?. Disponível em: https://www.arthritis.org/diseases/rheumatoid-arthritis#:~:text=Rheumatoid%20arthritis%20(RA)%20causes%20joint,both%20sides%20of%20the%20body. Acessado em 6 de outubro de 2020.

5. Crowson et al. The lifetime risk of adult-onset rheumatoid arthritis and other inflammatory autoimmune rheumatic diseases. Arthritis Rheum. 2011 Mar;63(3):633-9. doi: 10.1002/art.30155.

6. Gibofsky A. Overview of epidemiology, pathophysiology, and diagnosis of rheumatoid arthritis. Am J Manag Care 2012;18:S295-302.

7. Global RA Network. About Arthritis and RA. Disponível em: https://globalranetwork.org/project/disease-info/. Acessado em 6 de outubro de 2020.

8. Johns Hopkins Arthritis Center. “Rheumatoid Arthritis: Signs and Symptoms.” Disponível em: https://www.hopkinsarthritis.org/arthritis-info/rheumatoid-arthritis/ra-symptoms/ Acessado em 6 de outubro de 2020.

9. Michaud K. Comorbidities in rheumatoid arthritis. Best Practice & Research Clinical Rheumatology 2007;21:5.pp885-906.

10. Dougados M. Prevalence of comorbidities in rheumatoid arthritis and evaluation of their monitoring: results of an international, cross-sectional study (COMORA). Clinical and epidemiological research 2013; 0:1–7.

11. American College of Rheumatology. “What is a Rheumatologist.” Disponível em: https://www.rheumatology.org/I-Am-A/Patient-Caregiver/Health-Care-Team/What-is-a-Rheumatologist. Acessado em 6 de outubro de 2020.

12. American College of Rheumatology. “The rheumatologist's role in the treatment of rheumatoid arthritis.” Disponível em: https://www.rheumatology.org/I-Am-A/Patient-Caregiver/Diseases-Conditions/Rheumatoid-Arthritis. Acessado em 6 de outubro de 2020.

13. Mayo Clinic. “Rheumatoid Arthritis: self-management.” Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/rheumatoid-arthritis/diagnosis-treatment/drc-20353653. Acessado em 6 de outubro de 2020.

14. Ajeganova S. and Huizinga T. Sustained remission in rheumatoid arthritis: latest evidence and clinical considerations. Ther Adv Musculoskelet Dis. 2017 Oct;9(10):249262. doi: 10.1177/1759720X17720366.

15. Arthritis Foundation. Remission! Now What? Disponível em: https://www.arthritis.org/health-wellness/treatment/treatment-plan/disease-management/your-ra-is-in-remission!-now-what. Acessado em 6 de outubro de 2020.

16. ShammasR M, et al. Remission in Rheumatoid Arthritis. Curr Rheumatol Rep. 2010 Oct; 12(5): 355–362. doi: 10.1007/s1192601001212.

17. Arthritis Foundation. Tracking Disease Activity in Rheumatoid Arthritis. Disponível em: https://www.arthritis.org/health-wellness/treatment/treatment-plan/disease-management/tracking-disease-activity-in-inflammatory-arthriti. Acessado em 6 de outubro de 2020.

18. Harrison M. Erythrocyte sedimentation rate and Creactive protein. Aust Prescr. 2015 Jun; 38(3): 93–94. doi: 10.18773/austprescr.2015.034.