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Doença de Parkinson


O Parkinson é uma doença neurodegenerativa, em que há a perda dos neurônios que produzem a dopamina, um neurotransmissor importante para os movimentos finos, equilíbrio, aprendizado e controle de humor.1

As causas ainda não foram totalmente esclarecidas, mas estão envolvidos fatores genéticos e ambientais, como a poluição e a exposição pesticidas podem estar envolvidos.1 A única estratégia de prevenção reconhecida hoje é manter um estilo de vida saudável e fazer acompanhamento médico regular.1

Apesar de ser mais frequente em homens,1 qualquer pessoa, independentemente de qualquer traço biológico ou característica social, pode ter Parkinson. A presença de comorbidades pode ser um agravante.2 Essa é a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, atrás apenas do Alzheimer.1 Só no Brasil, mais de 500 mil pessoas convivem com a condição.

Apesar de mais comum em pessoas mais velhas, o Parkinson vem acometendo pessoas cada vez mais jovens: até 10% dos pacientes são diagnosticados antes dos 50 anos.1


Como é o diagnóstico?

Exames de imagem e genéticos, como ressonância magnética e painel genético, podem ser úteis em alguns casos, mas o diagnóstico é feito com base na avaliação clínica realizada no consultório por um neurologista especializado(a) em distúrbios do movimento, considerando o histórico do(a) paciente e resposta aos tratamentos.1

Apesar de ser amplamente conhecido pelo tremor, o Parkinson vai muito além desse sintoma e pode se manifestar de diferentes formas, o que ainda varia de pessoa para pessoa, ao longo dos dias e conforme a doença progride.1

Além de ser mais comum, o sintoma mais incômodo para os pacientes é a fraqueza, que causa dificuldade de caminhar e manter o equilíbrio.3


Sintomas não motores (podem aparecer antes):1

  • Rigidez muscular;
  • Lentidão nos movimentos;
  • Problemas de equilíbrio;
  • Tremor;
  • Freezing” (congelamento).1

Sintomas motores:1

  • Rigidez muscular;
  • Lentidão nos movimentos;
  • Problemas de equilíbrio;
  • Tremor;
  • Freezing” (congelamento).1

Você sabia? O tremor não está presente em todos os casos - até 20% dos pacientes não apresentam o sintoma.


Como é o tratamento?

Além dos medicamentos orais que devem sempre ser prescritos por um(a) neurologista especializado(a) em distúrbios do movimento, o tratamento de Parkinson pode incluir intervenções cirúrgicas e outras vias de tratamento, área que vem sendo amplamente estudada, com inovações potenciais sendo avaliadas.1

O tratamento, por sua vez, deve contemplar uma abordagem multidisciplinar, ou seja, deve incluir diferentes especialistas como fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo/psiquiatra, fonoaudiólogo, urologista e médicos do sono, entre outros, cuja necessidade será avaliada de paciente para paciente.1

Você sabia que começar o tratamento multidisciplinar em tempo hábil contribui com uma redução dos sintomas e melhoria da qualidade de vida, trazendo impactos positivos também nas flutuações on off?1


ON: No jargão médico, é o período do dia em que os sintomas estão controlados com a medicação.1

OFF: É o período em que, apesar dos medicamentos, os tremores, a rigidez e a lentidão voltam à cena.1



Algumas adaptações de acessibilidade podem tornar a rotina mais tranquila.1

Confira dicas:

  • Evite tapetes;
  • Mantenha os ambientes bem iluminados; 
  • Conte com barras de apoio, principalmente no banheiro e no quarto;
  • Adapte puxadores de gavetas e armários; 
  • Prefira objetos que não quebram ao cair.1

Cuidando de quem tem Parkinson

Na maioria dos casos, são os familiares que se tornam cuidadores, o que pode levar à sobrecarga com o avanço da doença.4 O cuidado envolve o planejamento da rotina, acompanhamento das consultas e adaptações no ambiente.4

Tudo isso pode gerar ansiedade e exaustão ao cuidador, razão pela qual também é preciso cuidar de quem cuida.4

Por isso, o ideal é não trilhar esse caminho sozinho. Uma rede de apoio ampla, em que todos dividem o cuidado, e o contato com associações de pacientes podem tornar essa jornada mais leve.

A experiência de outras famílias pode trazer dicas valiosas, além de ser um espaço seguro para abrir o coração. Levar uma vida com atividades físicas e o apoio de amigos e familiares ajuda a ter mais qualidade de vida por mais tempo.1


Importância do diálogo médico-paciente

O diálogo entre paciente e médico é de extrema importância.1

Preparar-se com antecedência para a consulta, anotando as dúvidas e os desafios encontrados na rotina, pode tornar as trocas mais valiosas, com escolhas de tratamento mais assertivas.1

Não adie essa conversa: fale com seus familiares e busque um(a) neurologista especializado(a) em distúrbios do movimento hoje mesmo.


BR-ABBV-250584
Novembro de 2025

 

Referências:

  1. BLOEM, B. R, OKUN, M. S, KLEIN, C. Parkinson’s disease - Lancet - 2021, Volume 397, Issue 10291 - Pages 2284-2303.
  2. SCHLICKMANN, T. H, et al. Prevalence, distribution and future projections of Parkinson disease in Brazil: insights from the ELSI-Brazil cohort study - Lancet Reg Health Am - 2025, Volume 44 - Page 101046.
  3. MAMMEN, J. R, et al. Understanding what aspects of Parkinson’s disease matter most to patients and families - Sci Rep - 2024, Volume 14, Issue 1 - Page 21171.
  4. AAMODT, W. W, et al. Caregiver burden in Parkinson disease: A scoping review of the literature from 2017-2022 - J Geriatr Psychiatry Neurol - 2024, Volume 37, Issue 2 - Pages 96-113.